Arquivo mensal: junho 2016

Marketing | Planejamento de negócios para escritórios de advocacia, auxílio na prospecção e sobrevivência em momentos de crise

Por Tatiana Cintra*

Na economia formal, todo empreendedor precisa elaborar um plano intenções do negócio, estipular metas a curto, médio e longo prazo, estudar o mercado e a viabilidade econômica do que se deseja trabalhar, calcular o investimento a ser feito e realizar um planejamento de caixa para despesas e períodos de baixa. Sem planejamento, negócios que pareciam promissores encerram as atividades.

Para se ter ideia do buraco de quem não faz um bom planejamento, só em 2015, 191 mil CNPJs foram encerrados, ante 232 mil abertos, segundo a Secretaria da Micro e Pequena Empresa (SMPE), com base nos cadastros das Juntas Comerciais de todo o país. Significa que a cada 1,2 negócio que dá início a suas atividades no Brasil, assistimos 1 ser encerrado.

Trazendo essa perspectiva para o meio jurídico, o que temos visto, é uma movimentação de mercado com escritórios que pareciam sólidos diminuírem seu corpo de advogados e sua participação no mercado, sócios trocando de escritórios em busca de espaço, bancas em cisão ou divisão, tradicionais e conhecidos escritórios desaparecendo.

Será que esse mesmo pensamento do famoso “plano de negócios”, tão ensinado pelo Sebrae e escolas de administração, negócios, finanças e marketing por todo o mundo, tem sido utilizado pelos advogados e sociedades para montarem suas bancas, pagarem as despesas e conseguirem fechar as contas no final do mês, com rendimentos do seu trabalho?

A faculdade de Direito ensina todas as disciplinas relacionadas à legislação, o conhecimento técnico para que o profissional possa ser um bom advogado. Mas, ensinar como empreender, montar sua banca, estudar o mercado, captar clientes, se posicionar como profissional no mercado de forma sustentável, esse lado business real e necessário da profissão, infelizmente, não se vê nem uma vírgula sobre.

Planejar que tipo de profissional deseja ser, onde quer chegar, pensar em que mercado atuar e onde e como prospectar, publicitar seu escritório e trabalho, criar uma rede de networking, conhecer quem são os profissionais que atuam na mesma área, como se diferenciar e manter seu escritório saudável financeiramente e com longevidade no mercado jurídico, são algumas das medidas a se pensar e que fazem parte de um planejamento de negócio.

Grandes bancas, estudando a experiência de escritórios internacionais, conseguem investir em equipes de administração, finanças e marketing, bem como em inteligência de mercado, com bons resultados. Com isso, o corpo jurídico se dedica ao trabalho efetivamente jurídico, contando com o apoio e expertise de profissionais para um planejamento sólido da banca.

Agora, essa experiência bem-sucedida, precisa ser aproveitada e capitalizada de forma inteligente também pelas sociedades de médio e pequeno porte e ainda, por advogados que trabalham individualmente.

Com quase 1 milhão de advogados no mercado, planejar e investir em administração e marketing virou questão de sobrevivência. Afinal, ninguém quer abrir um negócio e virar estatística, engrossando a fila de mais um negócio malsucedido e CNPJ encerrado.

Tatiana Cintra é consultora da Markle Comunicação e especialista em Marketing Jurídico. Possui consolidada experiência à frente do marketing de escritórios de grande porte (full service) em São Paulo e de cerca de 10 anos em ações na área de marketing & comunicação, no setor de serviços, comércio e indústria (B2B e B2C).

Cursou Especialização em Planejamento Estratégico, pela London Business School, em Londres, UK (2013). É Pós Graduada em Marketing, pela FAAP (2012) e em Comunicação Empresarial, pela FIAM (2009) e bacharel em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo, pela USJT (2002).

Para obter mais informações sobre marketing jurídico siga a página da Markle Comunicação e Marketing Jurídico no LinkedIn e acesse o nosso Blog.

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Twitter para divulgar escritórios de advocacia: vale o investimento?

Por Priscilla Adaime *

No artigo “Most Profitable U.S. Law Firms Don’t Give a Tweet”, Casey Sullivan faz uma análise da presença dos 10 escritórios mais rentáveis dos Estados Unidos no Twitter e chega a conclusão que esses escritórios não se preocupam com a divulgação na rede. Segundo ele o Twitter não é a rede social mais indicada para conquistar novos clientes.

Concordo com o autor, o Twitter realmente não é a ferramenta mais adequada para o desenvolvimento do marketing B2B, atualmente a melhor é o LinkedIn, mas isso não é motivo para que os escritórios deixem de investir na divulgação rede. Muitas vezes a falta de conhecimento sobre as funcionalidades oferecidas, a ausência da estratégia correta e de um profissional dedicado ao gerenciamento do perfil atrapalham a divulgação do perfil das bancas.

Para obter sucesso na rede os escritórios devem publicar conteúdo voltado para os clientes e não noticias e informações apenas sobre suas atividades e as atividades de seus advogados. Os posts devem focar em links para matérias, artigos e pesquisas relevantes para a indústria em que o cliente está inserido ou divulgar eventos e oportunidades de mercado que adicionem valor a esse público.

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Quando usado corretamente, o Twitter pode ser valioso para auxiliar advogados a estreitar o relacionamento com clientes e parceiros. O sócios do escritórios podem criar um perfil pessoal para receber informações relevantes sobre seus clientes (as empresas utilizam o Twitter para divulgar suas atividades e serviços). Eles também podem seguir diretores jurídicos, portais, editorias de jornais relevantes, orgãos e instituições jurídicas, influenciadores do mercado, entre outros.

A chave é utilizar a rede social como um agregador de informações que podem ser usadas para fazer o networking fundamental para a conquista de novos negócios.

O twitter também pode ser usado para monitorar a concorrência.

No artigo “How Lawyers Use Twitter”, publicado no blog Legal Productivity, advogados relatam como usam a rede social para construir relacionamentos, dar notoriedade a marca, compartilhar informações e coletar notícias. Ken Lopez, Fundador e CEO da A2L Consulting, recomenda, no artigo “The 50 Best Twitter Accounts to Follow for Lawyers and Litigators”, cinquenta contas que ele acredita que todo advogado deve seguir na rede.

Para os escritórios é ruim não participar do Twitter, mas para os advogados é uma péssima opção. Se você não está no Twitter provavelmente está perdendo muitas oportunidades, por isso não deixe de criar sua conta. A presença na rede deve fazer parte da sua estratégia de marketing digital.

Os consultores da Markle possuem mais de 10 anos de experiência em renomados escritórios de advocacia e estão aptos a prestar assistência para as bancas e advogados na divulgação de suas atividades nas redes sociais. Executamos a criação, manutenção e gerenciamento dos perfis através da administração dos posts, do monitoramento de comentários e da publicação de conteúdo.

Para obter mais informações sobre marketing jurídico siga a página da Markle Comunicação e Marketing Jurídico no LinkedIn.

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