Arquivo mensal: novembro 2016

Como os escritórios de advocacia podem utilizar a análise SWOT para auxiliar no planejamento do negócio

Por Juliana Leão*

swot

A Análise SWOT é a base para o desenvolvimento de qualquer plano de marketing. E, mesmo que seu escritório ainda não deseje ou não tenha condições de desenvolver um neste momento, a análise pode ser feita mesmo assim e, certamente, auxiliará sua banca na tomada de decisões mais acertadas em relação ao rumo dos negócios.

Neste artigo, vamos apresentar de forma clara e sucinta os quatros pontos (pontos fortes, pontos fracos, oportunidades e ameaças) desta análise que, na verdade, são relativamente simples, mas exigem sinceridade na avaliação dos cenários e estratégia para traduzir estes pontos mapeados em ações no dia a dia.

Pontes fortes

São aqueles que fazem parte do seu escritório e de seus profissionais, e não dependem dos fatores do mercado ou de forças externas. Neste ponto devem ser considerados fatores como:

  • Conhecimento (experiência, qualificação do staff, reputação do escritório, know how, etc),
  • Capital humano,
  • Base de clientes,
  • Posicionamento de marketing,
  • Recursos financeiros,
  • Canais de distribuição, entre outros.

Fraquezas

Assim como os pontos fortes, todos os escritórios também possuem pontos fracos, e é importante ser honesto em relação a eles justamente para buscar melhorias para anula-los ou, ao menos, ameniza-los.

Os pontos fracos também são inerentes à banca e podem ser:

  • Deficiência no capital humano,
  • Margens apertadas de lucro,
  • Fraco posicionamento de marketing,
  • Canais de venda limitados,
  • Pouca variedade no mix de produtos e serviços, entre outros.

Oportunidades

Por sua vez, são externas a organização, e existem independente da dinâmica interna do escritório. Podem ser:

  • Novos mercados,
  • Preferências do consumidor,
  • Alianças estratégicas,
  • Parcerias,
  • Novos canais de distribuição, entre outros.

Ameaças

São forças negativas que afetam a saúde, a lucratividade ou até mesmo a existência do seu escritório. As ameaças podem ser internas também, mas geralmente são externas à organização. Podemos considerar, por exemplo:

  • Cenário econômico nacional e internacional,
  • Decisões governamentais,
  • Recursos financeiros limitados por parte das empresas público-alvo,
  • Mudanças de sistemas tecnológicos, entre outros.

Após o levantamento de todas estas informações e debates entre os sócios, ficará mais fácil tomar algumas decisões de negócio, que serão mais consistentes pois estarão embasadas neste quatro pilares fundamentais.

Em conclusão, a metodologia da análise SWOT é prática e extremamente útil, e pode inclusive ser utilizada para os clientes na condução de processos judiciais, sejam eles consultivos ou contenciosos.

Juliana Leão é consultora da Markle Comunicação e especialista em Marketing Jurídico.

Sobre a Markle

Somos a única agência realmente especializada em marketing jurídico, tendo como diferencial um time de consultores com mais de 10 anos de experiência em departamentos de marketing e comunicação de renomados escritórios de advocacia full service.

Realizamos implantação de programa de relacionamento com o cliente, gestão de mailing e CRM, projetos de fidelização, pesquisas de satisfação com clientes, fornecedores e de imagem com pares e formadores de opinião.

Para obter mais informações sobre outros serviços na área de marketing jurídico, siga a página da Markle Comunicação e Marketing Jurídico no LinkedIn e acesse o nosso Blog.

Também estamos com visual novo! Nosso site foi totalmente repaginado. Faça uma visita e confira: http://www.markle.com.br

 

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Mercado jurídico | Planejamento estratégico por si só não basta

Tatiana Cintra*

A palavra do momento no mercado jurídico brasileiro é planejamento estratégico. Vemos muitos advogados e escritórios contratando consultorias, a valores consideráveis, para o desenvolvimento de um planejamento de curto, médio e longo prazo.

A ideia em si é excelente, estamos assistindo cada vez mais o mercado se fortalecer, se profissionalizar e crescer, buscando atender as demandas das empresas, dos clientes e tentando concorrer de forma mais igualitária com os escritórios internacionais.

A questão fica porém, no fato de que a maioria dos advogados com o planejamento estratégico em mãos, ali com seus pontos fortes, fracos, oportunidades e ameaças elencados, com cronograma e listagem das atividades a serem desenvolvidas para atingir os objetivos a serem alcançados, simplesmente não conseguem avançar com o planejamento do papel. Ou muitas vezes, o escritório realiza um ou dois passos, mas sem resultados imediatos, acaba por abandonar o planejamento, desperdiçando o tempo e o valor investidos.

Mas porque isso acontece? A resposta não é simples. Planejamento é um investimento de longo prazo sempre, ainda que preveja ações de curto prazo; exige desprendimento dos valores pessoais pelo bem coletivo, em prol da sociedade; exige tempo e dedicação e que todos compartilhem do mesmo ideal proposto no planejamento e trabalhem para que as metas sejam atingidas dentro dos prazos estipulados; exige reuniões de alinhamento e reflexão sobre como está o andamento do planejamento e eventuais necessidades de ajustes.

Enfim, exige muito e de todos, pois são necessários grandes esforços, para se gerar grandes resultados.

O que vemos, quase que de forma unânime, é uma euforia geral inicial, mas pouco comprometimento depois. Fora do Brasil, vemos os escritórios internacionais seguindo planejamentos estratégicos de 10, 15, 20 anos para frente, com revisões semestrais ou anuais.

Cabe aqui ressaltar, que essas reuniões são de pequenos ajustes. Não de mudança completa do planejamento a cada humor de algum sócio, como vemos no Brasil. São ajustes de fato, buscando-se alinhar alguma questão a mudanças de mercado ou da economia, comportamento já tradicional nas empresas, em outros setores fora do jurídico, em seus planejamentos estratégicos.

Fica aqui a reflexão, o quanto seu escritório e os sócios estão dispostos a se dedicar pelo crescimento do negócio? Pense nisso, o mercado está cada vez mais descartando profissionais que “alugam” somente sala no escritório e buscando sociedades de fato, que possam oferecer estrutura para suas demandas, com padrões de atendimento igualitários ao recebido em consultorias, as chamadas “big four” e de escritórios de advocacia internacionais.

Planejamento estratégico, mas levado a sério de fato, será questão vital para sobrevivência no mercado jurídico brasileiro. Este tempo já chegou.

* Tatiana Cintra é consultora da Markle Comunicação e especialista em Marketing Jurídico.

Sobre a Markle

Somos a única agência realmente especializada em marketing jurídico, tendo como diferencial um time de consultores com mais de 10 anos de experiência em departamentos de marketing e comunicação de renomados escritórios de advocacia full service.

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