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Como usar o Facebook para divulgar seu escritório?

Facebook ainda é visto como uma rede pessoal, um lugar onde é mais provável interagir com os amigos, ao invés de buscar serviços legais. Os escritórios ainda não se convenceram dos benefícios que o uso do Facebook pode proporcionar. Confira neste post da Markle Comunicação tudo que você precisa saber para usar a rede.

Conta empresarial:

Um erro comum cometido pelos escritórios no Facebook é usar contas pessoais para prover seus serviços e atividades. O Facebook lançou em 2007 contas específicas para empresas que desejam divulgar seus negócios na rede. Usar uma conta pessoal impede que clientes potenciais encontrem a página do escritório através da ferramenta de busca do Facebook, pois a conta é entendida pelo sistema como se pertencesse a um indivíduo, não a uma empresa e mesmo que a conta seja encontrada ela não irá permitir que os visitantes usem o botão de “curtir”, fundamental para a divulgação de negócios na rede. Além disso, ao utilizar uma conta pessoal o escritório perde acesso a opções de propaganda, dados, estatísticas e aplicativos, dentre outras vantagens oferecidas pelas contas empresariais.

Outro ponto negativo é que ao manter uma conta pessoal para propósitos comerciais o escritório está infringindo a declaração de direitos e responsabilidades do Facebook. Caso o usuário não realize a migração para a conta empresarial, isso pode acarretar no cancelamento e na perda de todo o conteúdo postado.

Botão de “curtir”:

O escritório deve incentivar seus funcionários e advogados a “curtir” a conta empresarial e pedir para que as conexões dos integrantes façam o mesmo. O número de “curtidas” é importante, pois ao alcançar mais de 30 “curtidas” o escritório poderá acessar métricas e estatísticas sobre a visualização e alcance da conta.

Frequência dos posts:

Além das “curtidas”, a variedade e frequência dos posts também têm importância fundamental para o sucesso das contas. Publicar informações relevantes na hora certa é essencial. Demorar dias ou semanas para publicar artigos sobre novas leis, regulamentos e decisões judiciais pode ser um erro. Os escritórios não devem priorizar a quantidade e sim a qualidade das informações, mas isso não quer dizer que eles podem relevar a assiduidade dos posts, que devem ser publicados mais de uma vez por dia.

Depois que um fã “curte” a sua página, ele dificilmente irá visita-la novamente. A frequência dos posts gera visibilidade no feed de notícias de seus fãs, encorajando os seguidores a “curtir” e comentar os posts, isso aumenta o alcance da conta.

Comentários:

Autorizar os usuários a postar comentários na página do Facebook pode gerar maior engajamento com a conta, mas caso essa ferramenta seja ativada é aconselhável ter uma pessoa encarregada do monitoramento da página para evitar que mensagens desagradáveis sejam publicadas.

Aplicativos:

Utilizar os aplicativos disponíveis para as contas empresariais pode ajudar os escritórios a divulgar melhor as suas atividades. Os aplicativos permitem que os escritórios sincronizem blogs, contas no twitter, dentre outras na página do Facebook. Também é possível customizar a aparência dos aplicativos para que eles tenham a mesma identidade visual dos escritórios.

O perfil do escritório Goodwin Procter é um bom exemplo de como os escritórios devem usar os aplicativos oferecidos.

Sessão “sobre”:

A sessão “sobre” permite que os escritórios façam uma breve descrição de suas atividades e histórico. É importante que os escritórios usem as palavras certas e incluam um link para a sua página na internet.

Fotos:

Muitos escritórios de advocacia realizam eventos sociais, conferências, seminários, etc. Publicar fotos dessas atividades em álbuns no Facebook pode ser positivo. As fotos ajudam a mostrar o lado humano do escritório, aproximando assim seus seguidores.

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Redes sociais: qual é a mais indicada para divulgar informações jurídicas?

Grande parte dos escritórios de advocacia brasileiros não utilizam as redes sociais para divulgar suas atividades na Internet, e os que estão presentes nas redes, utilizam as ferramentas de forma equivocada. Isso acontece devido à falta de experiência dos escritórios relacionada ao uso das redes sociais. A presença nas redes pode ajudá-los a aumentar sua visibilidade na Internet, gerar tráfego para o site através dos links postados, incentivar os clientes a participar das atividades do escritório, tirar dúvidas rápidas, entre outras vantagens.
Das redes disponíveis, o Linkedin é a mais popular entre os escritórios e os advogados, pois é uma rede social voltada para pessoas que estão inseridas no mercado de trabalho e a sua principal função é promover o networking. O Linkedin oferece espaços onde advogados e escritórios podem criar perfis, descrever suas atividades e disponibilizar seus contatos. Isso faz com que o cliente tenha acesso ao perfil do advogado, as informações institucionais do escritório e as áreas de atuação de ambos. O Linkedin também permite que clientes satisfeitos possam fazer recomendações.
Apesar das vantagens apresentadas, o Linkedin possui limitações. A rede não permite a personalização da aparência e das funcionalidades dos perfis dos escritórios. Todos são variações pequenas de um único modelo. Isso mostra que o Linkedin é uma rede social construída para indivíduos, não para empresas. Nesse contexto, a empresa é apenas o denominador comum compartilhado pelos integrantes da mesma. É difícil usar o Linkedin para alavancar o perfil do escritório ou para engajar os clientes de forma substancial. A rede não oferece aos escritórios mais funcionalidades do que a que eles podem obter através do próprio site, que normalmente transmite informações em um formato mais envolvente e único. Apesar do Linkedin não proporcionar muitas vantagens para os escritórios, é importante que eles mantenham um perfil na rede para evitar que seus advogados com contas na rede fiquem “órfãos”.
Diferente do Linkedin, o Facebook, rede adotada pelas empresas como ferramenta fundamental na construção do engajamento com o cliente, continua sendo uma incógnita no mundo jurídico. Há uma explicação lógica para essa escolha. O Linkedin reflete a tradicional rede de negócios, enquanto o Facebook é visto como uma rede pessoal, um lugar onde é mais provável interagir com os amigos, ao invés de buscar serviços legais. Os escritórios ainda não se convenceram dos benefícios que o uso do Facebook pode proporcionar. Criar uma página na rede pode ser uma forma de divulgar o escritório, as áreas de prática e serviços oferecidos para potenciais clientes, além de manter as informações atualizadas para os clientes do escritório que são usuários da rede. Muitos citam a falta de resultados tangíveis como um argumento-chave contra a adoção de uma página na rede. No entanto, alguns benefícios não podem ser ignorados. A participação ativa na rede pode gerar o aumento da percepção da marca. Ao citar os integrantes do escritório na página do Facebook e postar conteúdo relacionado à equipe o escritório pode aumentar seu alcance, ganhar boa reputação e gerar confiança perante potenciais clientes. A atividade no Facebook gera maior impacto em rankings de mecanismos de busca como o Google. Isso significa que ao relacionar o site do escritório com a página do Facebook os escritórios podem aumentar a visibilidade online.
Atualmente a competição entre os escritórios é grande, por isso ter “likes” de clientes, conhecidos, amigos e familiares na página do Facebook pode ser positivo. Isso significa que estas pessoas estão dizendo para seus contatos que o escritório realiza um trabalho de qualidade. Ao criar uma página no Facebook para o seu escritório de advocacia, cria-se uma rede virtual de clientes e simpatizantes capazes de compartilhar informações e experiências em um fórum aberto. Por sua vez, isso irá aumentar a lealdade dos clientes e gerar feedback positivo para o escritório. Além disso, o escritório pode controlar os feedbacks postados, caso eles sejam negativos. Além do número de fãs, os escritórios de advocacia devem se concentrar em como aumentar o engajamento e a conversação. Eles devem direcionar sua atenção para o público que interage com a sua página do Facebook, pois apesar de positiva, a quantidade de “likes” não significa mais comprometimento.
Atualmente, as empresas utilizam o Twitter para divulgar suas atividades e serviços para clientes. Os escritórios de advocacia também participam com o mesmo intuito, mas segundo Jordan Furlong, advogado e consultor sênior da Stem Legal Web no Canadá, a estratégia utilizada é pouco eficiente. O advogado acredita que a maioria dos escritórios erra ao criar o perfil e não postar conteúdo ou postar apenas informações relevantes para o escritório. Para obter sucesso na rede os escritórios devem publicar conteúdo voltado para os clientes e não noticias e informações apenas sobre suas atividades e as atividades de seus advogados. As publicações devem focar em links para matérias, artigos e pesquisas relevantes para a indústria em que o cliente está inserido ou divulgar eventos e oportunidades de mercado que adicionem valor a esse público.
O fator mais importante não é saber qual é a rede social mais indicada para divulgar informações jurídicas. O que faz a diferença é compreender a funcionalidade de cada uma delas e a partir disso elaborar um plano de ação adequado. Participar das redes sociais sem um planejamento de marketing específico pode ter o efeito oposto, prejudicando a imagem do escritório, passando a mensagem errada para o público alvo.

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