Arquivo mensal: janeiro 2017

Vale a pena investir em diretórios jurídicos?

Por Juliana Leão*

Essa é uma das perguntas que mais tenho ouvido em reuniões com escritórios de todos os tipos. Para ser honesta, mesmo com toda a vivência nestes anos e, também, considerando opiniões de colegas experientes em Marketing Jurídico, este é ainda um assunto controverso e polêmico. Neste artigo, gostaria de colocar alguns pontos importantes sobre o tema e, posteriormente, compartilhar a minha opinião.

Existe realmente algum tipo de pesquisa?

 Depende. Há diversos diretórios no mercado, sendo que muitos deles são os famosos “caça-níqueis”, como já foi abordado pela consultora Tatiana Cintra em seu último artigo. Então, primeiramente, é preciso separar aqueles que tem credibilidade daqueles que não tem. Este é o início de tudo para os escritório que desejam participar dos diretórios.

Aqueles classificados como confiáveis, possuem sim um método de pesquisa. O que acontece, na maioria deles, é que os pesquisadores não são advogados. Ou seja, pode existir algum tipo de ruído caso a submission (relatório específico do diretório) de um determinado escritório tenha sido mal elaborada (com linguagem técnica demais, escrita de forma confusa, ou não levando em consideração as características básicas para uma boa elaboração). Além disso, pode existir uma certa relatividade entre o que os advogados consideram mais importante e o que esses pesquisadores consideram em termos de tipo e complexidade de casos. Por isso, para ter um melhor desempenho, é importante estreitar o relacionamento com cada uma dessas publicações e tentar entender os seus critérios e o que elas esperam receber de informação.

Qual é o retorno financeiro?

Essa é uma das questões mais recorrentes sobre o tema e muito sensível.

Em primeiro lugar é preciso ressaltar que, apesar de não haver nenhum custo para submeter casos para essas publicações confiáveis, existe um custo interno referente às horas que um advogado utiliza para elaborar uma submission, afinal é o tempo de trabalho dele que está sendo empenhado para outra atividade.

Para isso, recomendamos que o escritório se organize previamente, para evitar usar uma quantidade de horas desnecessária nesta tarefa. Ir separando casos relevantes em um arquivo ao longo do ano, e escolher um advogado com menor senioridade (mas que escreva bem e seja orientado para a tarefa) para ser responsável por preparar o documento da submission, pode ser uma das saídas para este problema.

Outra questão levantada é se potenciais clientes procuram informações de escritórios nesses diretórios. Concordo que geralmente a escolha de escritórios para uma concorrência se dá por indicação ou reputação de uma banca. No entanto, muitas vezes acontece de dois ou mais escritórios terem um nível técnico e precificação muito similares. Então como decidir? Nestes casos, a posição dos rankings nestes diretórios pode ser um fator importante de desempate.

Todos os escritórios devem participar dos diretórios?

 Depende dos objetivos da banca. Por exemplo, para um escritório que atua em um nicho onde clientes internacionais não são relevantes, talvez não faça sentido investir tempo em participar. Mas, vale lembrar que, mesmo assim, os diretórios podem ser utilizados como fator de desempate em uma concorrência.

Em conclusão, mesmo que o investimento em diretórios jurídicos ainda não seja financeiramente mensurável, acredito que eles ainda são relevantes e não devem ser menosprezados pelos escritórios. Claro que este cenário pode mudar daqui há alguns anos, afinal o mercado está sempre em evolução. Mas, no momento, esta é a minha avaliação.

* Juliana Leão é consultora da Markle Comunicação e especialista em Marketing Jurídico.

 Sobre a Markle

Os consultores da Markle possuem mais de 10 anos de experiência em renomados escritórios de advocacia e estão aptos a prestar assistência para as bancas na organização, preparo, revisão e envio de informações para todos os guias e publicações internacionais que classificam, analisam e escrevem sobre o mercado jurídico.

Para obter mais informações sobre marketing jurídico siga a página da Markle Comunicação e Marketing Jurídico no LinkedIn, acesse o nosso Blog e visite o site: http://www.markle.com.br.

 

A arte das publicações “caça-níqueis” no meio jurídico

Por Tatiana Cintra*

Todos os dias, as caixas de e-mails dos escritórios são bombardeadas com inúmeras mensagens de premiações e convites para elaboração de artigos pagos. Mas como filtrar, no meio de tantas opções, quais são as que realmente valem vincular a imagem do escritório e dos profissionais e investir recursos e tempo?

Alguns itens ajudam a identificar a seriedade das publicações:

  • Pagar para aparecer

No caso de premiações, as que realmente realizam pesquisas sérias, nunca irão vincular incluir o nome do escritório e de seus advogados como referências, somente após o pagamento de qualquer valor, ainda que irrisório ou de caráter somente para o “custeio da placa” com a citação do “prêmio”.

Já para artigos, desconfie de preços astronômicos, sem contrapartidas como o recebimento de cópias do livro na publicação e o comprometimento de divulgação para um mailing relevante, com comprovação de fato.

  • Spam, convite sem critério

Publicações “caça-níqueis”, que só pensam em dinheiro, sem credibilidade, disparam e-mails de forma indiscriminada, sem nem avaliar a área de prática do escritório e do profissional que estão dizendo como referenciados no prêmio X ou indicados como profissionais especialistas na área, para a redação de artigo.

A intenção é volume. Então, vários profissionais irão receber o e-mail ao mesmo tempo, dentro do escritório e provavelmente, mais de uma vez.

  • Canais institucionais e público-alvo

Publicações sérias e consolidadas, possuem homepage e e-mail com o domínio do nome da publicação ou da editora, telefone de contato, referências de outros profissionais e páginas em redes sociais atuais como Linkedin e Facebook. Ao receber e-mail de convite de premiação, consulte no Google a publicação, para tirar suas conclusões.

No caso de artigos, principalmente de publicações estrangeiras, questione qual o público alvo de entrega da publicação e o alcance. Em publicações sérias, haverá um mailing para envio e uma cota de livros pré-estabelecida que serão impressos. Já nas duvidosas, o envio será quase sempre, somente para quem a própria pessoa que pagou para escrever para a publicação.

* Tatiana Cintra é consultora da Markle Comunicação e especialista em Marketing Jurídico.

 Sobre a Markle

Os consultores da Markle possuem mais de 10 anos de experiência em renomados escritórios de advocacia e estão aptos a prestar assistência para as bancas na organização, preparo, revisão e envio de informações para todos os guias e publicações internacionais que classificam, analisam e escrevem sobre o mercado jurídico.

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New submission form for Chambers & Partners

John Read*

Chambers & Partners has published its new submission form, available here. In summary, there are some minor tweaks to some of the guidance and the order of sections, but the big change comes with the division of the second half of the form into “publishable information” (section D) and “confidential information” (section E). Each of these sections allows for up to ten client names and (separately) ten detailed work highlights, making for a total of 20 of each. The submission guidance has been updated to reflect the increased limit.

The revisions shouldn’t require firms to make many changes to their processes for preparing submissions, save that there is now the opportunity to present an additional five client names and (more importantly) five detailed work highlights. Chambers will accept submissions using the old form for the time being, though this will no doubt change in due course.

The full list of changes is as follows:

  • Sections A and B are largely the same, save that the checkbox list of industry sectors now falls in section B.
  • Guidance for B6 and B7, regarding ranked/unranked lawyers respectively, has been revised.
  • Guidance for B8 and B9, regarding foreign experts/desks respectively, now asks for information about work in the past year that demonstrates their expertise.
  • The 250-word limit for B10 (‘What is this department best known for?’) has been removed (no doubt much to firms’ delight), and the guidance under the question has been revised.
  • The checkbox list of industry sectors, previously in section C, is now B12.
  • Section C in the new form is the old section D, about feedback.
  • Guidance for C2 now expressly asks for comments on the accuracy of the rankings (both department and individual) and of the editorial.
  • The old sections C and E have been revamped into the new D and E, dealing with publishable and confidential information respectively. Each section allows firm to include up to ten client names (and whether or not each is a new client), plus ten detailed work highlights, making for 20 client names and 20 detailed work highlights in total.

* credit: John Read is head of directories at MD Communications (http://mdcomms.co.uk)

Submissions: o que você precisa saber para obter o resultado esperado

Por Priscilla Adaime*

Todos os anos os guias e publicações internacionais publicam rankings dos escritórios com o melhor desempenho dentro das respectivas áreas de atuação e anualmente surgem as seguintes dúvidas: É importante participar? Os clientes consultam esses guias? Por que nós precisamos preparar as informações com tanta antecedência?

Os anuários Chambers & Partners e Legal 500 são consultados por clientes e pela imprensa para referências quando estão buscando por algum serviço ou profissional especifico. Gostemos ou não, os anuários são importantes para a captação de clientes e para o marketing das bancas, particularmente se o seu escritório presta serviços jurídicos para empresas estrangeiras. Eles fornecem informações valiosas sobre os advogados e o modo de trabalho da banca.

O Submission acontece em 3 etapas: o formulário com as informações gerais da banca e trabalhos executados, a lista de client referees e a entrevista com o pesquisador responsável por compilar as informações coletadas sobre área de atuação pesquisada. Confira as dicas abaixo para obter o melhor resultado:

Cumpra os prazos. Quanto antes a informação for enviada para o pesquisador mais tempo ele terá para avaliar os dados enviados e esclarecer qualquer dúvida ou avisar a banca, caso exista algum erro no preenchimento do formulário. Isso é especialmente importante no caso da lista de client referees, pois os pesquisador pode começar a contatar os clientes antes de realizar as entrevistas com os sócios. Além disso, o escritório terá tempo suficiente para indicar novos nomes, caso o pesquisador não consiga contato com alguns dos clientes da lista. Os prazos estão disponíveis nos sites dos guias.

Faça a lição de casa. Conheça os pesquisadores e mantenha contato frequente para saber como eles desejam receber a informação (melhor formato e abordagem). Conheça a metodologia e os termos de cada guia. A maioria das publicações fornecem ajuda e orientação.

Estruture bem o Submission: os guias solicitam informações semelhantes. O Chambers possui um modelo que pode ser baixado no site. O Legal 500 não disponibiliza o template. Evite duplicar o formulário do Chambers quando for enviar as informações para o Legal 500. Como regra básica a banca precisa incluir:

  • Informações básicas sobre o escritório e contatos
  • Informações da área (contatos, sócios responsáveis, contratações e demissões)
  • Feedback sobre o ranking atual
  • Informações gerais sobre a área e pontos fortes
  • Principais trabalhos realizados pela área nos últimos 12 meses
  • Advogados que já foram ranqueados pelo guia
  • Advogados que ainda não participam do ranking
  • Referência para trabalhos executados em outros países ou ‘foreign desks’
  • Informações específicas sobre todos os integrantes da equipe (diferenciais, experiência nos setores, experiência passada relevante fora da sua prática, casos relevantes que participaram nos últimos 12 meses – qual papel eles desempenharam? Por que o caso foi importante?)
  • Descrição de trabalhos relevantes executados nos últimos 12 meses (qual era o papel do advogado (2 frases)? Datas. Quem estava envolvido no caso? Por que/ Como o caso foi significativo? Foi de grande importância, complexo, único, comercialmente importante? Inclua links de informações que foram publicadas pela imprensa. Confidencialidade – o caso é confidencial ou publicável?
  • Informações adicionais – prêmios recebidos, matérias publicadas, etc.
  • Lista de clientes
  • Lista das indústrias/setores atendidos

Seja breve. Os pesquisadores tem muitas informações para revisar, portanto quanto mais curto e objetivo for o texto, melhor será o formulário. Escreva o suficiente para passar mensagens-chave e exemplos. Evite bombardear o pesquisador com informações irrelevantes e uso de linguagem técnica. Mantenha o texto simples e acessível. No primeiro parágrafo descreva o caso de forma simples e direta incluindo termos que sejam facilmente identificados. No segundo parágrafo dê mais detalhes sobre o papel da banca e apoio dado aos clientes, incluindo informações sobre desafios e pontos de interesse. No terceiro explique porque o caso foi importante (para o cliente, setor, região ou país).

Escolha referências confiáveis. Tenha certeza que os nomes indicados na lista de client referees podem ser contatados com facilidade, estão dispostos a participar da pesquisa e fazer referências positivas ao trabalho desenvolvido. Se os pesquisadores não conseguirem falar com os clientes listados isso pode prejudicar o desempenho da área no ranking.

* Priscilla Adaime é sócia fundadora da Markle Comunicação e especialista em Marketing Jurídico.

Os consultores da Markle possuem mais de 10 anos de experiência em renomados escritórios de advocacia e estão aptos a prestar assistência para as bancas na organização, preparo, revisão e envio de informações para todos os guias e publicações internacionais que classificam, analisam e escrevem sobre o mercado jurídico.

Para obter mais informações sobre marketing jurídico siga a página da Markle Comunicação e Marketing Jurídico no LinkedIn, acesse o nosso Blog e visite o site: http://www.markle.com.br.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Why directory rankings are especially important for independent firms

When it comes to marketing, independent law firms in the UK are increasingly squeezed by the larger budgets and more extensive resources of bigger competitors.

Whether a new independent trying to build a reputation, or an established practice looking to grow, opportunities for achieving prominence can be hard to find. Which is where the directory rankings come in.

The annual ratings provided by Legal 500 and Chambers & Partners can be a very useful tool and, at MD Communications, we think that every independent firm should be considering them – here’s why.

They’re free

Yes, that’s right: totally free. You don’t have to pay to appear in the tables and that means you’re not going to lose out to a firm with a bigger budget to blow. There may be resources required to put the submission together, whether you do it internally or outsource it to specialists like us, but everyone is equal when it comes to the rankings themselves.

They can help drive traffic to your website

The directories used to be most popular in paper form but now it’s the digital versions that have the most impact. Being part of an online directory that is accessed by millions of potential clients from all over the world is an opportunity not to be missed. Getting included in the rankings provides a way to drive clients and interested parties directly to your site – and that can result in new business.

The directories are a media and client resource

As well as the clients that may find you via a ranking your firm has achieved, so too could various media. Plenty of legal sector media organisations cover the rankings when they are released and a mention in one of these pieces is a great way to build profile. Rankings are often referenced by journalists and bloggers who are talking about specific sectors and markets – if you’re one of the few local firms ranked then you really stand out.

The rankings have legs

Because of the independent nature of Chambers & Partners and Legal 500 the rankings they produce are completely credible. This makes them a great opportunity to stamp your presence on a sector in which you’re making progress. Being ranked also provides some fantastic marketing fodder, for your website, email mail outs, individual lawyer profiles and social media content. If you get ranked then you’re instantly validated as a recognised part of the landscape of the sector in which you operate, which counts for a lot in an increasingly competitive world.

You will attract new talent

Beyond the Magic Circle, graduates have a difficult time rating other firms – which is where the rankings come in very useful. Particularly for smaller independents, a mention in Legal 500 or Chambers & Partners could be very helpful when it comes to attracting the best talent. The directories are recognised by law graduates, universities and law schools and can provide instant knowability, something smaller firms struggle to establish in such an overcrowded market.

If you’re an independent firm without any directory rankings then now is a great time to start looking at them as an option. The team at MD Comms has broad expertise helping indie firms get on the directories map – get in touch if you’d like some help.

Author: Melissa Davis – managing director of MD Communications, the international legal PR agency. She is also co-chair of the IBA Law Firm Management Committee Business Development Working Group and a member of the ABA Transnational Legal Practice Committee.

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