Arquivo mensal: julho 2013

Twitter: como divulgar seu escritório usando apenas 140 caracteres

O twitter é um “microblog” que promove a interação social. Os usuários compartilham informações através de mensagens curtas (140 caracteres), determinam os Trend Topics, assuntos mais populares, e dividem interesses comuns pelas hashtags. A rede é utilizada para compartilhar experiências e obter informações sobre assuntos relevantes.

Atualmente, as empresas utilizam o Twitter para divulgar suas atividades e serviços para clientes. Os escritórios de advocacia também participam da rede com o mesmo intuito.

Para obter sucesso no twitter os escritórios devem publicar conteúdo voltado para os clientes e não apenas noticias e informações sobre suas atividades e as atividades de seus advogados. As publicações devem focar em links para matérias, artigos e pesquisas relevantes para a indústria em que o cliente está inserido ou divulgar eventos e oportunidades de mercado que adicionem valor a esse público.

Ao divulgar as atividades do escritório é possível publicar artigos dos advogados, operações concluídas, causas ganhas, prêmios recebidos, entre outras informações.

Manter a frequência dos posts é importante para estar constantemente na timeline de quem segue e acompanha o perfil, aumentando assim a visibilidade na rede.

O re-“twett”, conhecido popularmente como RT, é mais uma opção para os escritórios que desejam manter a página atualizada. Através de updates de outras contas do twitter eles podem alimentar a página e diversificar o tipo de conteúdo divulgado. Por isso é importante seguir contas que publicam conteúdo relevante, pois essa informação pode ser reutilizada.

O twitter também permite que os usuários publiquem fotos. Os escritórios podem usar a ferramenta para divulgar imagens de eventos e seminários jurídicos.

Participar de grupos de discussão do twitter ligados ao meio jurídico, onde existem clientes potenciais, pode ser positivo para o negócio, pois ao participar de uma discussão promovida pelos usuários, o escritório pode ser percebido como relevante profissionalmente. Além disso, eles podem usar as informações disponíveis para obter novas ideias e insights úteis para a prática de seus serviços.

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Dicas para aumentar a visibilidade do seu escritório no LinkedIn

O LinkedIn possui mais de 30 milhões de usuários registrados, abrangendo mais de 150 indústrias.

Existem dois tipos de perfis disponíveis na rede: o pessoal e o empresarial.

O perfil pessoal permite que o usuário crie uma página onde pode listar suas atividades profissionais, construir conexões, receber e dar recomendações para outros usuários, prestar assistência a outros usuários e participar de grupos de discussão. Essa conta obriga o usuário a publicar informações voltadas para a divulgação de atividades individuais como, por exemplo, sua formação acadêmica, emprego atual, histórico profissional, experiência, publicações, cursos, idiomas, competências e especialidades que o usuário adquiriu ao longo da carreira.

Ao contrário do perfil pessoal, que serve especificamente para indivíduos publicarem seus currículos, o empresarial possui ferramentas diferenciadas que ajudam as empresas a destacar suas atividades, oferecendo assim conteúdo direcionado aos seus seguidores e melhorando sua visibilidade. Nas páginas empresariais o escritório pode publicar informações detalhadas sobre o site, setor de atuação, tipo e tamanho do escritório, histórico, quantidade de integrantes, descrição dos serviços oferecidos, fotos e vídeos, estratégias e estatísticas.

Apesar das vantagens apresentadas, o LinkedIn possui limitações. A rede não permite a personalização da aparência e das funcionalidades dos perfis dos escritórios. Todos são variações pequenas de um único modelo. Isso mostra que o LinkedIn é uma rede social construída para indivíduos, não para empresas. Nesse contexto, a empresa é apenas o denominador comum compartilhado pelos integrantes da mesma. É difícil usar o LinkedIn para alavancar o perfil do escritório ou para engajar os clientes de forma substancial. A rede não oferece aos escritórios mais funcionalidades do que a que eles podem obter através do próprio site, que normalmente transmite informações em um formato mais envolvente e único.

Seguem 9 dicas para criar uma página empresarial para o seu escritório no LinkedIn:

1. Crie um perfil completo e atraente. Use palavras-chave que podem ser empregadas na busca pelo seu escritório.

2. Crie uma página empresarial.

3. Incentive todos os advogados do seu escritório a criar um perfil na rede.

4. Faça recomendações para as suas conexões para descobrir como elas funcionam. Normamente as pessoas retribuem enviando recomendações para a página do escritório. Isso ajuda a criar credibilidade e é uma boa maneira de se conectar as pessoas.

5. Participe de diversos grupos de discussão e pense em grupos que você gostaria de criar. É importante observar como os grupos funcionam antes de começar suas atividades. Escute antes de dar opinião e tente ser prestativo.

6. Responda as perguntas do LinkedIn para compartilhar seu conhecimento e construir a sua marca.

7. Adicione 12 novas conexões usando a busca avançada com o objetivo de ter mais 500. É importante não adicionar muitas pessoas que você não conhece, prefira sempre convidar conhecidos para evitar receber punições do LinkedIn.

8. Peça apresentações para a suas conexões.

9. Use o Google Analytics para monitorar as referências do LinkedIn ao seu site e observe os níveis de engajamento, como o tempo gasto pelos visitantes no site, páginas visitadas, entre outras informações.

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Clientes e a busca por serviços jurídicos

A forma mais tradicional de encontrar advogados ainda é através da indicação de pessoas conhecidas. Uma pesquisa encomendada pelo escritório americano Moses & Rooth mostra que a maioria das pessoas (34,6%) recorre à indicação de conhecidos antes de contratar serviços jurídicos. O número de clientes que procuram por advogados através das redes sociais ainda é pouco significativo. O estudo realizado com 1.183 pessoas afirma que apenas 2,1% dos potenciais clientes utilizam as redes sociais na busca por advogados. Os outros 41,4% optam pelos anuários jurídicos impressos e outros sites disponíveis na Internet.

Como os sites de busca são bastante utilizados é importante que os escritórios divulguem nas informações publicadas em seus sites os serviços oferecidos, pontos fortes e especialidades pelas quais desejam ser encontrados. As áreas de atuação e biografias são os dados mais relevantes para futuros clientes que pretendem contratar serviços jurídicos.

Conforme apontado na pesquisa do Moses & Rooth, as redes sociais possuem menos importância na busca, mas essas ferramentas aumentam o alcance das informações publicadas no site e podem auxiliar a pesquisa. Ter um site não é suficiente, ele deve ser divulgado na web para garantir que as pessoas irão encontrar seu escritório entre os concorrentes.

Normamente, quando um cliente acha na Internet um advogado que atenda as suas expectativas, antes de contratar seus serviços, ele pesquisa por artigos ou posts de autoria do profissional localizado, a fim de confirmar sua experiência e conhecimento nas áreas onde busca assessoria. A informação complementar é a cereja do bolo.

Atualmente, os escritórios não podem se dar ao luxo de perder o expressivo volume de potenciais clientes que acessam a Internet para encontrar serviços jurídicos. Investir na imagem do seu escritório on-line pode ser uma ótima forma de captação.

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Aplicativos: novas oportunidades para os escritórios de advocacia

O mercado mobile esta em plena expansão. Uma pesquisa realizada pela empresa IDC Analyze the Future, mostra que em 2015 o acesso à internet via dispositivo móvel será maior que o acesso via Desktop ou Notebook. Esses números mostram que é importante ficar atento às novas necessidades e novas tendências. Como você está se preparando para este novo cenário? Que tal começar a pensar em um aplicativo mobile para o seu escritório?

Os aplicativos podem ser ótimos aliados. Eles aumentam a visibilidade, fortalecem o nome do escritório, engajam potenciais clientes e oferecem ferramentas e informações úteis. Os aplicativos também permitem o acesso rápido a dados relevantes quando os clientes estão no trânsito.

Antes de investir tempo e dinheiro em aplicativos, os escritórios devem primeiro garantir que os sites estejam habilitados para funcionar em todas as plataformas móveis disponíveis. Os aplicativos dos escritórios devem focar em estender ou melhorar os serviços prestados aos clientes e não em apoiar as atividades de seus advogados. É importante divulgar os currículos dos advogados, fotos e contatos dos integrantes e as informações institucionais do escritório. Além das informações básicas os aplicativos podem auxiliar na divulgação de eventos, novas vagas, artigos e notícias, entre outros.

O escritório Baker McKenzie criou um aplicativo para divulgar a publicação “40 Country Matrix”. Esse é um ótimo exemplo de como a ferramenta pode ser utilizada. Para anunciar o app, o escritório criou uma página no site que explica para que ele serve e como funciona.

Investir na criação de um aplicativo que atenda todas as plataformas disponíveis pode ser caro, mas existem sites que permitem a criação de apps por um custo menor. O ViziApps é uma boa opção para os escritórios que querem participar do mercado, mas não querem gastar muito.

Essa tecnologia se torna mais acessível a cada dia, mas ainda não é aproveitada pelos escritórios e pelos clientes como deveria. Os aplicativos apresentam novas oportunidades para que os escritórios se destaquem na multidão. Vale a pena ficar de olho na sua evolução para não perder as oportunidades oferecidas.

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Como usar o Facebook para divulgar seu escritório?

Facebook ainda é visto como uma rede pessoal, um lugar onde é mais provável interagir com os amigos, ao invés de buscar serviços legais. Os escritórios ainda não se convenceram dos benefícios que o uso do Facebook pode proporcionar. Confira neste post da Markle Comunicação tudo que você precisa saber para usar a rede.

Conta empresarial:

Um erro comum cometido pelos escritórios no Facebook é usar contas pessoais para prover seus serviços e atividades. O Facebook lançou em 2007 contas específicas para empresas que desejam divulgar seus negócios na rede. Usar uma conta pessoal impede que clientes potenciais encontrem a página do escritório através da ferramenta de busca do Facebook, pois a conta é entendida pelo sistema como se pertencesse a um indivíduo, não a uma empresa e mesmo que a conta seja encontrada ela não irá permitir que os visitantes usem o botão de “curtir”, fundamental para a divulgação de negócios na rede. Além disso, ao utilizar uma conta pessoal o escritório perde acesso a opções de propaganda, dados, estatísticas e aplicativos, dentre outras vantagens oferecidas pelas contas empresariais.

Outro ponto negativo é que ao manter uma conta pessoal para propósitos comerciais o escritório está infringindo a declaração de direitos e responsabilidades do Facebook. Caso o usuário não realize a migração para a conta empresarial, isso pode acarretar no cancelamento e na perda de todo o conteúdo postado.

Botão de “curtir”:

O escritório deve incentivar seus funcionários e advogados a “curtir” a conta empresarial e pedir para que as conexões dos integrantes façam o mesmo. O número de “curtidas” é importante, pois ao alcançar mais de 30 “curtidas” o escritório poderá acessar métricas e estatísticas sobre a visualização e alcance da conta.

Frequência dos posts:

Além das “curtidas”, a variedade e frequência dos posts também têm importância fundamental para o sucesso das contas. Publicar informações relevantes na hora certa é essencial. Demorar dias ou semanas para publicar artigos sobre novas leis, regulamentos e decisões judiciais pode ser um erro. Os escritórios não devem priorizar a quantidade e sim a qualidade das informações, mas isso não quer dizer que eles podem relevar a assiduidade dos posts, que devem ser publicados mais de uma vez por dia.

Depois que um fã “curte” a sua página, ele dificilmente irá visita-la novamente. A frequência dos posts gera visibilidade no feed de notícias de seus fãs, encorajando os seguidores a “curtir” e comentar os posts, isso aumenta o alcance da conta.

Comentários:

Autorizar os usuários a postar comentários na página do Facebook pode gerar maior engajamento com a conta, mas caso essa ferramenta seja ativada é aconselhável ter uma pessoa encarregada do monitoramento da página para evitar que mensagens desagradáveis sejam publicadas.

Aplicativos:

Utilizar os aplicativos disponíveis para as contas empresariais pode ajudar os escritórios a divulgar melhor as suas atividades. Os aplicativos permitem que os escritórios sincronizem blogs, contas no twitter, dentre outras na página do Facebook. Também é possível customizar a aparência dos aplicativos para que eles tenham a mesma identidade visual dos escritórios.

O perfil do escritório Goodwin Procter é um bom exemplo de como os escritórios devem usar os aplicativos oferecidos.

Sessão “sobre”:

A sessão “sobre” permite que os escritórios façam uma breve descrição de suas atividades e histórico. É importante que os escritórios usem as palavras certas e incluam um link para a sua página na internet.

Fotos:

Muitos escritórios de advocacia realizam eventos sociais, conferências, seminários, etc. Publicar fotos dessas atividades em álbuns no Facebook pode ser positivo. As fotos ajudam a mostrar o lado humano do escritório, aproximando assim seus seguidores.

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Redes sociais e os escritórios de advocacia

As redes sociais são usadas por empresas para fazer propaganda de seus serviços a fim de conquistar e fidelizar clientes, mas ainda existe hesitação por parte das grandes corporações em participar de comunidades na Internet. Podemos observar um comportamento parecido ao das empresas entres os escritórios de advocacia. A empresa LexisNexis realizou uma pesquisa que mostra a importância das redes para o plano de marketing de escritórios americanos. O estudo afirma que 81% dos participantes utilizam às redes sociais como ferramenta de marketing e que 10,1% planejam aderir as rede dentro de seis meses. A pesquisa constatou que a maioria dos participantes consideram as redes sociais parte importante de sua estratégia de divulgação.

Se forem utilizadas de maneira eficaz, as redes sociais podem ser uma excelente ferramenta para escritórios e advogados. De acordo com um relatório de Inteligência ALM Legal lançado em fevereiro de 2012, atualmente 20% dos escritórios de advocacia possuem um especialista em redes sociais na equipe; cerca de 40% afirmaram que iniciativas nas redes sociais e blogs têm ajudado a captar novos clientes. 179 pessoas entre advogados, sócios e relações institucionais participaram da pesquisa.

Antes de criar uma rede social, os escritórios devem ter uma estratégia. É fundamental programar o conteúdo que será publicado. Além do conteúdo, os escritórios precisam definir o porquê da sua participação nas redes, quais são as mais indicadas e qual o público alvo. Os escritórios também devem estar atentos às restrições do Código de Ética da Ordem dos Advogados do Brasil que proíbe utilização de ferramentas para fazer publicidade direta. Para evitar problemas com a OAB, os escritórios devem publicar apenas pesquisas, relatórios, notícias sobre decisões judiciais publicadas na mídia, informações de mercado e de interesse dos seguidores. É fundamental prestar atenção para não colocar comentários ofensivos ou controversos e informações confidenciais dos clientes. Para evitar erros como os listados acima é importante que os escritórios tenham um funcionário responsável pelo conteúdo, que monitore todas as informações publicadas e recebidas.

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A importância dos sites para os escritórios de advocacia

Atualmente, a maioria das pessoas usa a Internet na busca por serviços jurídicos e representação, por isso criar ou reformular o site do escritório e investir tempo e dinheiro na sua concepção e desenvolvimento é fundamental. Os advogados estão cada vez mais conscientes que a presença na web é importante para aumentar a visibilidade e consequentemente atrair novos clientes. O site do escritório representa o contato inicial com os usuários que desejam conhecer melhor os advogados, os serviços oferecidos e os custos envolvidos. Normalmente os sites de escritórios de advocacia são conhecidos pelo visual maçante e sem graça, mas é possível torná-los atraentes. Existem duas opções para os escritórios que desejam investir em seus sites:

1) Contratar um designer/desenvolvedor para criar o site

Criar um design específico para o site permite que ele tenha características exclusivas e identidade própria. O designer irá fornecer conteúdo relevante e apropriado para que o site seja adequado ao seu público-alvo. Esses profissionais possuem know how em marketing digital, tecnologias, sistemas e métricas. Eles conseguem otimizar a visualização do site nos sistemas de busca. Além disso, a hospedagem paga gera espaço ilimitado para as imagens, vídeos e e-mails. Apesar das vantagens o custo é levado, o site demora mais para ser concluído e a manutenção é paga.

2) Adquirir um template

Os templates são mais baratos, o site fica pronto em questão de minutos e não é necessário ter conhecimentos em programação. Apesar das vantagens apresentadas, a baixa flexibilidade do sistema normalmente faz com que todos os sites fiquem muito parecidos. Também é complicado encontrar um template que atenda todas as necessidades dos escritórios e dos clientes. Além disso, o espaço para as imagens, vídeos e e-mails é limitado e a otimização para os sistemas de busca é duvidosa. Dentro deste cenário, encontrar um modelo que supra efetivamente a demanda de ambos pode ser uma árdua tarefa.

Independentemente da opção escolhida, na era da Internet, o site é a principal vitrine dos escritórios e não deve ser negligenciado.

Seguem abaixo, para referência e inspiração, alguns exemplos de sites interessantes:

http://lizaburkelaw.com/

http://www.arentfox.com/

http://www.axiomlaw.com/index.php/overview

http://www.mofo.com/

http://www.goodwinprocter.com/

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Anuários jurídicos e comunicação dirigida

Os anuários jurídicos podem ser grandes aliados na divulgação de escritórios de advocacia. Diferente da assessoria de imprensa, que abrange um público diversificado ao publicar informações nos principais veículos de comunicação, os anuários possuem características e público específico, o que determina uma comunicação mais efetiva e dirigida.

Normalmente, os anuários são usados por empresas para encontrar escritórios e advogados em outras jurisdições, validar credenciais e referências, avaliar e comparar qualificações e realizar análises periódicas sobre o atual escritório ou advogado contratado. Além das empresas, escritórios e advogados também usam os anuários para avaliar os competidores e verificar seu posicionamento nos rankings.

Listar o site do escritório nos anuários online é uma boa opção para aumentar a visibilidade nos principais sites de busca da Internet, pois quanto mais links de sites com bom page rank apontarem para o site do escritório, mais rápido ele aparecerá nas primeiras posições dos principais sites de busca da Internet.

Apesar das vantagens oferecidas, o custo da assinatura dessas publicações é bastante elevado, por isso é importante ter um planejamento prévio antes de realizar o investimento.  Existem vários tipos de anuários, alguns são mais abrangentes, outros mais específicos para determinadas áreas de prática do direito. Vale lembrar que depois de escolher a publicação mais indicada para o tipo de divulgação desejada, os escritórios devem alimentar frequentemente os anuários com informações sobre suas atividades e manter os dados sempre atualizados.

Existem também alternativas para os escritórios que não podem arcar com os elevados custos dos anuários. As redes sociais, blogs e newslettters são ótimas opções para divulgar atividades jurídicas por um preço acessível.

Os anuários não são fundamentais para impulsionar a divulgação e visibilidade dos escritórios, mas podem ser grandes aliados na captação de novos clientes.

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Redes sociais: qual é a mais indicada para divulgar informações jurídicas?

Grande parte dos escritórios de advocacia brasileiros não utilizam as redes sociais para divulgar suas atividades na Internet, e os que estão presentes nas redes, utilizam as ferramentas de forma equivocada. Isso acontece devido à falta de experiência dos escritórios relacionada ao uso das redes sociais. A presença nas redes pode ajudá-los a aumentar sua visibilidade na Internet, gerar tráfego para o site através dos links postados, incentivar os clientes a participar das atividades do escritório, tirar dúvidas rápidas, entre outras vantagens.
Das redes disponíveis, o Linkedin é a mais popular entre os escritórios e os advogados, pois é uma rede social voltada para pessoas que estão inseridas no mercado de trabalho e a sua principal função é promover o networking. O Linkedin oferece espaços onde advogados e escritórios podem criar perfis, descrever suas atividades e disponibilizar seus contatos. Isso faz com que o cliente tenha acesso ao perfil do advogado, as informações institucionais do escritório e as áreas de atuação de ambos. O Linkedin também permite que clientes satisfeitos possam fazer recomendações.
Apesar das vantagens apresentadas, o Linkedin possui limitações. A rede não permite a personalização da aparência e das funcionalidades dos perfis dos escritórios. Todos são variações pequenas de um único modelo. Isso mostra que o Linkedin é uma rede social construída para indivíduos, não para empresas. Nesse contexto, a empresa é apenas o denominador comum compartilhado pelos integrantes da mesma. É difícil usar o Linkedin para alavancar o perfil do escritório ou para engajar os clientes de forma substancial. A rede não oferece aos escritórios mais funcionalidades do que a que eles podem obter através do próprio site, que normalmente transmite informações em um formato mais envolvente e único. Apesar do Linkedin não proporcionar muitas vantagens para os escritórios, é importante que eles mantenham um perfil na rede para evitar que seus advogados com contas na rede fiquem “órfãos”.
Diferente do Linkedin, o Facebook, rede adotada pelas empresas como ferramenta fundamental na construção do engajamento com o cliente, continua sendo uma incógnita no mundo jurídico. Há uma explicação lógica para essa escolha. O Linkedin reflete a tradicional rede de negócios, enquanto o Facebook é visto como uma rede pessoal, um lugar onde é mais provável interagir com os amigos, ao invés de buscar serviços legais. Os escritórios ainda não se convenceram dos benefícios que o uso do Facebook pode proporcionar. Criar uma página na rede pode ser uma forma de divulgar o escritório, as áreas de prática e serviços oferecidos para potenciais clientes, além de manter as informações atualizadas para os clientes do escritório que são usuários da rede. Muitos citam a falta de resultados tangíveis como um argumento-chave contra a adoção de uma página na rede. No entanto, alguns benefícios não podem ser ignorados. A participação ativa na rede pode gerar o aumento da percepção da marca. Ao citar os integrantes do escritório na página do Facebook e postar conteúdo relacionado à equipe o escritório pode aumentar seu alcance, ganhar boa reputação e gerar confiança perante potenciais clientes. A atividade no Facebook gera maior impacto em rankings de mecanismos de busca como o Google. Isso significa que ao relacionar o site do escritório com a página do Facebook os escritórios podem aumentar a visibilidade online.
Atualmente a competição entre os escritórios é grande, por isso ter “likes” de clientes, conhecidos, amigos e familiares na página do Facebook pode ser positivo. Isso significa que estas pessoas estão dizendo para seus contatos que o escritório realiza um trabalho de qualidade. Ao criar uma página no Facebook para o seu escritório de advocacia, cria-se uma rede virtual de clientes e simpatizantes capazes de compartilhar informações e experiências em um fórum aberto. Por sua vez, isso irá aumentar a lealdade dos clientes e gerar feedback positivo para o escritório. Além disso, o escritório pode controlar os feedbacks postados, caso eles sejam negativos. Além do número de fãs, os escritórios de advocacia devem se concentrar em como aumentar o engajamento e a conversação. Eles devem direcionar sua atenção para o público que interage com a sua página do Facebook, pois apesar de positiva, a quantidade de “likes” não significa mais comprometimento.
Atualmente, as empresas utilizam o Twitter para divulgar suas atividades e serviços para clientes. Os escritórios de advocacia também participam com o mesmo intuito, mas segundo Jordan Furlong, advogado e consultor sênior da Stem Legal Web no Canadá, a estratégia utilizada é pouco eficiente. O advogado acredita que a maioria dos escritórios erra ao criar o perfil e não postar conteúdo ou postar apenas informações relevantes para o escritório. Para obter sucesso na rede os escritórios devem publicar conteúdo voltado para os clientes e não noticias e informações apenas sobre suas atividades e as atividades de seus advogados. As publicações devem focar em links para matérias, artigos e pesquisas relevantes para a indústria em que o cliente está inserido ou divulgar eventos e oportunidades de mercado que adicionem valor a esse público.
O fator mais importante não é saber qual é a rede social mais indicada para divulgar informações jurídicas. O que faz a diferença é compreender a funcionalidade de cada uma delas e a partir disso elaborar um plano de ação adequado. Participar das redes sociais sem um planejamento de marketing específico pode ter o efeito oposto, prejudicando a imagem do escritório, passando a mensagem errada para o público alvo.

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